segunda-feira, 26 de abril de 2010

Definição de política

Para introduzirmos o trabalho, decidimos também dar-vos uma definição plausível e correcta de política e explicar um pouco a evolução do modo como esta actividade se exerceu ao longo do tempo.
O conceito de política tem a sua origem na Grécia Antiga. Na Antiguidade Clássica, a Grécia encontrava-se divida em cidades-estado que se denominavam por polis. A todos os procedimentos relativos à polis dava-se o nome de politeía (πολιτεία, no grego antigo). Deste conceito derivaram outros como politiké (referente à política em geral) e politikós (referente a tudo o que é civil e público). O conceito chegou às línguas modernas através do latim politicus e posteriormente pela politique francesa, em 1265.
A política é então um conceito que contém em si uma definição mais corrente e outra mais precisa.
Pode-se dizer geralmente que a política é a arte ou ciência de governar, dirigindo um Estado quer interna quer externamente, negociando através da diplomacia com outros Estados envolventes, e influenciando o eleitorado e a opinião pública.
Em termos mais restritos, podemos recorrer à definição de Thomas Hobbes: “a política consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem”, ou seja, a política é vista como tudo aquilo que permite ou possibilita a obtenção de vantagem num confronto político directo entre duas entidades.
Podemos também recorrer a Nicolau Maquiavel que define a política como “a arte de conquistar, manter e exercer o poder”, problema sobre o qual escreve na sua obra O Príncipe. A política pode ainda ser a orientação de um governo face aos assuntos respeitantes à sociedade, como a política financeira, social, educacional, ou pode também ser encarada como o objecto de estudo da ciência política.
Quando se fala sobre política, emerge um conceito que se encontra estritamente ligado ao anterior e que é absolutamente necessário para a compreensão deste problema. O conceito a que nos referimos é o de Estado. Sendo a política o governo de um Estado, torna-se imperativa uma referência a este assunto. O Estado é uma comunidade humana constituída por um povo, um território e um poder político autónomo organizado (segundo a teoria dos três elementos de Georg Jellinek), e que tem em vista três fins: a segurança do indivíduo, a preservação da justiça e a garantia do bem-estar da população. O Estado é uma sociedade complexa que integra um elevado número de seres humanos distintos que se relacionam segundo um grande número de relações diversas e que exige uma elaboração mais complexa e completa do que as sociedades primárias, como por exemplo, a família ou as associações profissionais e religiosas. Esta sociedade complexa não é mais do que o reconhecimento por parte do próprio homem de que este é livre e consciente e que necessita de criar vínculos de restrição à liberdade individual para regular as relações de convivência ou relações sociais. Todos os assuntos, até o mais insignificante, merecem vários olhares e perspectivas. Como tal, este não é excepção e, ao longo dos tempos, vários pensadores se debruçaram sobre o Estado e a sua origem. Tendo em conta que as sociedades complexas são uma realidade aceite por todos, a interrogação pela origem do Estado não é mais do que a busca pelas razões que motivaram os seres humanos a organizarem-se deste modo já que, por vezes, a vivência em sociedade traz tantos dissabores, injustiças, obrigações e deveres. As explicações para este fenómeno mais antigo que a civilização, dividem-se em dois grandes grupos: a concepção da origem natural, desenvolvida na Antiguidade Clássica e na Idade Média por Aristóteles, Cícero e S. Tomás de Aquino e a concepção da origem contratual, desenvolvida a partir do Iluminismo por Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jaques Rousseau.
A teoria da origem natural do Estado sugere que o Homem é por natureza um ser que tende a viver em sociedade.
Em Aristóteles, o Homem é visto como um animal político que foi feito para nascer em sociedade. Aristóteles diz ainda que quem não sente o apelo natural para viver em sociedade ou é um “Deus” (ser superior aos homens) ou é um “bruto” (ser inferior aos homens). Vê-se então que o ser humano é tratado como um ser que necessita da vivência em sociedade para ser feliz e para se completar devido à sua essência ser gregária.
A esta teoria, S. Tomás de Aquino acrescenta que para além de ser um animal político, o ser humano é também um ser social. Para além disto, acrescenta também que a vida de um homem solitário se pode caracterizar por “excellentia naturae” (ser extraordinário em comunhão com Deus), “corruptio naturae” (anomalia mental) ou “mala fortuna” (naufrágio, indivíduo perdido na floresta).
Por outro lado, o contratualismo nasceu em Inglaterra no século XVII com John Locke. Posteriormente foi remodelada por Hobbes e Rousseau. É cada uma destas teorias que, cada uma em determinado Estado, funda o tipo de regime e parte da mentalidade do povo. O contratualismo é a ideia de que o indivíduo celebra um contrato tácito com o Estado a partir do momento em que nasce. Neste contrato está incluído a rejeição da justiça retributiva e privada, pelo que o indivíduo reconhece ao Estado a legitimidade, o direito e o dever de o julgar e punir através de um juiz e de uma instituição isenta. Sendo assim, a agressão e a justiça pelas próprias mãos é inaceitável e é considerada como não civilizada.
Em John Locke, esta teoria irá fundar o liberalismo e as democracias populares. Locke começa por admitir que no estado de natureza, o ser humano vive em perfeita liberdade e a hierarquia é formada segundo a lei natural. Mas cada indivíduo interpreta a seu modo a lei natural, ou seja, é juiz em causa própria. Sendo assim, a sociedade é baseada na lei do mais forte. Surge então o contrato social segundo o qual o indivíduo renuncia ao direito de reprimir as infracções por meio próprio e remete esse direito a uma instituição superior reconhecida por todos.
Em Thomas Hobbes, o contratualismo toma contornos bastante semelhantes. Hobbes parte do principio de que, inicialmente, os homens vivem no estado de natureza, sem lei nem autoridade. Ora, isto torna-se desagradável pois torna-se incerto a protecção da vida e da propriedade de cada um. Sendo assim, a passagem para o estado de sociedade é a garantia de paz e segurança. O estado de natureza é aqui visto como sinónimo da desordem, injustiça, agressão e guerra de todos contra todos. Está aqui subjacente uma concepção do ser humano como sendo “homo homni lúpus” (o homem é o lobo do homem), ou seja, Hobbes partilha da ideia de Locke de que o homem é naturalmente mau. O contratualismo de Hobbes originou então os regimes absolutistas e os regimes totalitários modernos.
Jean-Jacques Rousseau, iluminista francês, idealizou o contratualismo partindo de outras premissas. Rousseau parte do princípio de que o homem é naturalmente bom (mito do bom selvagem) e que o estado natural é paradisíaco. No entanto, a relação entre os seres humanos exige uma complexidade que só é alcançada através do contrato social. Este contracto social aliena os direitos e liberdades individuais em favor da sociedade. O Estado adquire então uma vontade própria (“volonté génerale”), distinta das vontades individuais de cada um dos seus membros. É por este motivo que a vontade geral corresponde ao bem comum, devendo cada um fazer não aquilo que é melhor para si próprio, mas para o todo social em que está inserido. Se o indivíduo puser a sociedade à frente de si mesmo na sua hierarquia de prioridades, acabará por ter o retorno dessa sua acção pela sociedade. Esta concepção inspirou a Revolução Francesa e foi adoptada pela constituição portuguesa, pelo que origina o nosso sistema judicial.






Figura 49- Aristóteles, o fundador da teoria da origem natural do Estado




Figura 50-John Locke, o fundador do contratualismo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Comparação dos dados dos inquéritos realizados aos alunos do Secundário do Externato Marista de Lisboa e da Escola Secundária José Gomes Ferreira

Ao longo deste ano, realizámos um trabalho no âmbito da disciplina de Área de Projecto com o principal objectivo de esclarecer a população portuguesa (principalmente, os jovens) sobre a política a nível nacional.
Primeiro que tudo, para estudarmos o conhecimento político dos jovens portugueses perto da idade de votar (15 a 17 anos), realizámos inquéritos a um terço dos alunos do Ensino Secundário da nossa escola (Externato Marista de Lisboa) no 1º Período. Já no 2ºPeríodo, realizámos o mesmo inquérito a um terço dos alunos do Ensino Secundário da Escola Secundária José Gomes Ferreira, mais conhecida por Secundária de Benfica, em Lisboa.
Depois de termos trabalhado os resultados das duas escolas graficamente e de os termos analisado, decidimos compará-los. Decidimos fazer isto porque considerámos que, precisamente pelo facto de os alunos das duas escolas viverem em meios diferentes e, por isso, terem opiniões e visões do mundo distintas, poderíamos concluir que, no mesmo inquérito, os resultados das duas escolas difeririam bastante. No entanto, verificámos, depois de compararmos os dados de todas as perguntas, que os resultados das duas escolas não foram muito diferentes (a única diferença significativa, e que vamos apresentar de seguida, acabou por ser nos partidos preferidos dos alunos).
Neste blogue, iremos apresentar apenas algumas conclusões retiradas dos inquéritos das duas escolas,e não todas, para não tornar a sua leitura muito entediante.

















Figura 1- Escola Secundária José Gomes Ferreira











Figura 2- Externato Marista de Lisboa



















Pergunta 1 ( Género dos alunos inquiridos)




Figura 3-Gráfico de barras que representa o género dos alunos inquiridos do 10ºano do Externato Marista de Lisboa






Figura 4-Gráfico de barras que representa o género dos alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira



Figura 5-Gráfico de barras que representa o género dos alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa




Figura 6-Gráfico de barras que representa o género dos alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira





Figura 7-Gráfico de barras que representa o género dos alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa






Figura 8-Gráfico de barras que representa o género dos alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira


Comparação:

Na primeira pergunta, concluímos que a grande maioria dos inquiridos do Externato Marista de Lisboa são rapazes (63 rapazes e 42 raparigas). Pelo contrário, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, a maioria dos alunos inquiridos são raparigas e a margem de diferença entre os membros de cada género é muito pequena ( foram inquiridos 103 rapazes e 114 rapazes).

Pergunta 2 ( Idade dos alunos inquiridos)

Figura 9-Gráfico circular que representa as idades dos alunos inquiridos do 10ºano do Externato Marista de Lisboa


Figura 10-Gráfico circular que representa as idades dos alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira







Figura 11- Gráfico circular que representa as idades dos alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa



Figura 12-Gráfico circular que representa as idades dos alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira






Figura 13- Gráfico circular que representa as idades dos alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa




Figura 14-Gráfico circular que representa as idades dos alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira


Comparação


Em ambas as escolas, a maioria dos alunos inquiridos não são repetentes (no 10ºano,a maioria dos alunos tem 14 ou 15 anos, no 11ºano, a maioria dos alunos tem 15 ou 16 anos e, no 12ºano, a maioria dos alunos tem 16 ou 17 anos).
No entanto, no Externato Marista de Lisboa, à data dos inquéritos, havia mais gente em todos os anos com idade inferior ao previsto do que na Escola Secundária José Gomes Ferreira (isto aconteceu precisamente por termos feito os inquéritos no Externato em Outubro e Novembro e na Escola Secundária José Gomes Ferreira em Janeiro, mês em que a maioria dos alunos que entrou no 10º,11º ou 12ºanos com idade abaixo do previsto já fez anos e já tem a idade prevista para o seu ano).




Pergunta 4 (Número de alunos inquiridos que pertencem e não pertencem a uma juventude partidária)






Figura 15-Gráfico de barras que representa o número de alunos inquiridos do 10ºano do Externato Marista de Lisboa que pertencem e não pertencem a uma juventude partidária






Figura 16-Gráfico de barras que representa o número de alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira que pertencem e não pertencem a uma juventude partidária





Figura 17- Gráfico de barras que representa o número de alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa que pertencem e não pertencem a uma juventude partidária






Figura 18- Gráfico de barras que representa o número de alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira que pertencem e não pertencem a uma juventude partidária






Figura 19-Gráfico de barras que representa o número de alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa que pertencem e não pertencem a uma juventude partidária



Figura 20-Gráfico de barras que representa o número de alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira que pertencem e não pertencem a uma juventude partidária

Comparação:

Analisando os dados dos gráficos da pergunta 4, podemos constatar que, tanto no Externato Marista de Lisboa como na Escola Secundária José Gomes Ferreira, o número de alunos que estão inscritos numa juventude partidária é muito baixo. Contudo, existem algumas diferenças entre ambas as escolas.

Primeiro que tudo, enquanto que, no Externato Marista de Lisboa, a adesão às juventudes partidárias é mais baixa no 10ºano e mais elevada no 12ºano, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, a adesão é mais baixa no 12ºano e mais elevada no 11ºano.

Podemos então concluir que, por um lado, no Externato Marista de Lisboa, a adesão dos estudantes do Ensino Secundário às juventudes partidárias aumenta com a idade ( fenómeno que é, aliás, natural, pois é suposto que o conhecimento político dos jovens aumente conforme a sua idade), na Escola Secundária José Gomes Ferreira, tal não se verifica.


Pergunta 5 (Razões para os alunos inquiridos não estarem inscritos numa juventude partidária)








Figura 21-Gráfico circular que representa as razões apontadas pelos alunos inquiridos do 10º ano do Externato Marista de Lisboa para não estarem inscritos numa juventude política






Figura 22-Gráfico circular que representa as razões apontadas pelos alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira para não estarem inscritos numa juventude política~





Figura 23-Gráfico circular que representa as razões apontadas pelos alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa para não estarem inscritos numa juventude política







Figura 24-Gráfico circular que representa as razões apontadas pelos alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira para não estarem inscritos numa juventude política






Figura 25-Gráfico circular que representa as razões apontadas pelos alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa para não estarem inscritos numa juventude política







Figura 26- Gráfico circular que representa as razões apontadas pelos alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira para não estarem inscritos numa juventude política



Comparação:


Ao analisarmos os dados dos gráficos da pergunta 5, podemos concluir que entre o Externato Marista de Lisboa e a Escola Secundária José Gomes Ferreira, existem algumas diferenças nas razões apontadas.

No Externato Marista de Lisboa, a falta de conhecimento e de maturidade é a principal razão apontada pelos alunos do 10º,11ºe 12ºanos para não estarem inscritos numa juventude partidária. Ao invés, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, a principal razão apontada é a falta de conhecimento pela política.

As outras respostas mais frequentes foram a falta de interesse pela política, a falta de informação e a não-identificação com os partidos portugueses. As razões menos apontadas foram a idade insuficiente e o facto de as famílias não quererem que os alunos estivessem inscritos numa juventude política .




Pergunta 6 (Partidos políticos portugueses com os quais os alunos mais se identificam)






Figura 27- Gráfico circular que representa os partidos ou coligações que mais se aproximam dos ideais dos alunos inquiridos do 10ºano do Externato Marista de Lisboa





Figura 28- Gráfico circular que representa os partidos ou coligações que mais se aproximam dos ideais dos alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira





Figura 29- Gráfico circular que representa os partidos ou coligações que mais se aproximam dos ideais dos alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa





Figura 30- Gráfico circular que representa os partidos ou coligações que mais se aproximam dos ideais dos alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira






Figura 31- Gráfico circular que representa os partidos ou coligações que mais se aproximam dos ideais dos alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa






Figura 32- Gráfico circular que representa os partidos ou coligações que mais se aproximam dos ideais dos alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira



Comparação:



Podemos verificar com a análise dos gráficos referentes a esta pergunta que, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, a percentagem de alunos que não sabe qual o seu partido político preferido é, em todos os anos, mais elevada do que no Externato Marista de Lisboa, o que parece indicar que os alunos da primeira instituição estão menos informados ou se interessam menos por política do que os alunos da segunda instituição.

Existe uma grande diferença no que respeita aos partidos políticos preferidos e preteridos pelos alunos inquiridos das duas escolas. No Externato Marista de Lisboa, a CDU e o Bloco de Esquerda são os partidos preteridos dos alunos inquiridos de todos os anos. Na Escola Secundária José Gomes Ferreira, a CDU e o CDS-PP são os partidos preteridos dos alunos inquiridos de todos os anos.
Por outro lado, no Externato Marista de Lisboa, os partidos preferidos são o Partido Socialista, o Partido Social-Democrata e o CDS-PP.Na Escola Secundária José Gomes Ferreira, os partidos preferidos são o Partido Socialista, o Partido Social-Democrata e o Bloco de Esquerda.
Logo, podemos concluir que, no Externato Marista de Lisboa, os alunos são tendencialmente mais de direita do que os alunos da Escola Secundária José Gomes Ferreira.



Pergunta 11 (Opinião dos alunos sobre a abstenção enquanto forma de descontentamento e luta social)






Figura 33-Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 10ºano do Externato Marista de Lisboa sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social








Figura 34- Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social






Figura 35-Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social





Figura 36-Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social






Figura 37-Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social






Figura 38- Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social



Comparação:

Nesta pergunta, questionámos os alunos sobre a sua opinião acerca da abstenção, tendo retirado algumas conclusões acerca das duas escolas.


Em primeiro lugar, verificámos que, ao contrário do que acontece com os alunos Externato Marista de Lisboa, os alunos da Escola Secundária José Gomes Ferreira vêem a abstenção como uma forma de luta e descontentamento social.

Para além disso, constatámos que os alunos do 11º ano do Externato Mario são os que mais acreditam que a abstenção é uma forma de descontentamento e luta social, ao contrário do que acontece na Escola Secundária José Gomes Ferreira, onde o 10ºano é o ano em que mais alunos colocam esta opção.

Assim sendo, em ambas as escolas, muitos alunos do 12ºano acreditam que, ao abstermo-nos, podemos estar a contestar o regime político em que vivemos. Por sua vez, poucos alunos do 10º e 11ºanos das duas escolas consideram que, ao abstermo-nos, estamos a conformarmo-nos com a actuação os órgãos de governo do nosso país.




Pergunta 12 (razão principal para os elevados valores da abstenção em Portugal de acordo com os alunos inquiridos)







Figura 39- Gráfico circular que representa a razão principal para os elevados valores de abstenção em Portugal de acordo com os alunos inquiridos do 10ºano do Externato Marista de Lisboa







Figura 40- Gráfico circular que representa a razão principal para os elevados valores de abstenção em Portugal de acordo com os alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira






Figura 41- Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social







Figura 42- Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social







Figura 43- Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social







Figura 44- Gráfico de barras que representa a opinião dos alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira sobre o facto de a abstenção ser ou não uma forma de descontentamento e de luta social


Comparação:



Ao analisarmos os gráficos correspondentes a esta pergunta, pudemos retirar algumas conclusões. Primeiro que tudo, pudemos verificar que, enquanto que, no Externato, os alunos do 11º e 12º anos afirmam que a principal causa da abstenção em Portugal é a falta de interesse da população portuguesa pela política, na Escola Secundária José Gomes Ferreira a maior parte dos alunos afirma que os elevados valores da abstenção em Portugal têm como causa o facto de nenhum dos candidatos satisfazer as necessidades das pessoas.

Em todos os anos, a causa menos apresentada foi a falta de informação sobre a política, tanto no Externato como na Escola Secundária José Gomes Ferreira.



Pergunta 13 (Número de respostas certas, erradas e não-respondidas no quadro sobre os partidos portugueses e os princípios por eles defendidos)







Figura 45-Gráfico de barras que representa o número de respostas certas e erradas e de questões não respondidas no quadro referentes aos partidos políticos portugueses e aos princípior por eles defendidos dos alunos inquiridos do 10ºano do Externato Marista de Lisboa







Figura 46-Gráfico de barras que representa o número de respostas certas e erradas e de questões não respondidas no quadro referentes aos partidos políticos portugueses e aos princípior por eles defendidos dos alunos inquiridos do 10ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira









Figura 47-Gráfico de barras que representa o número de respostas certas e erradas e de questões não respondidas no quadro referentes aos partidos políticos portugueses e aos princípior por eles defendidos dos alunos inquiridos do 11ºano do Externato Marista de Lisboa









Figura 48-Gráfico de barras que representa o número de respostas certas e erradas e de questões não respondidas no quadro referentes aos partidos políticos portugueses e aos princípior por eles defendidos dos alunos inquiridos do 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira







Figura 49-Gráfico de barras que representa o número de respostas certas e erradas e de questões não respondidas no quadro referentes aos partidos políticos portugueses e aos princípior por eles defendidos dos alunos inquiridos do 12ºano do Externato Marista de Lisboa






Figura 50-Gráfico de barras que representa o número de respostas certas e erradas e de questões não respondidas no quadro referentes aos partidos políticos portugueses e aos princípior por eles defendidos dos alunos inquiridos do 12ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira



Comparação:




Com a análise desta pergunta, podemos verificar que o conhecimento político dos alunos inquiridos é bastante baixo nas duas escolas (geralmente, o número de respostas certas é bastante baixo e o número de respostas erradas e não respondidas muito elevado).
No Externato Marista de Lisboa, os alunos do 12ºano são os que estão mais informados em termos políticos e os alunos do 11ºano são os que estão menos informados e, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, os alunos do 12ºano são os que estão mais informados e os do 10ºano são os que estão menos informados relativamente a este tema.
Contudo, o conhecimento político dos alunos inquiridos do 10º e 11ºano da Escola Secundária José Gomes Ferreira é relativamente semelhante (os valores das percentagens de respostas certas neste ano diferem apenas numa décima). Isto já não se verifica no Externato Marista de Lisboa, em que existe uma grande discrepância relativamente aos alunos do 10º e 11º ano no que se refere a este tema.
Em ambas as escolas, o 12ºano é, de longe, o ano com mais alunos informados em termos políticos.

Esquema das perguntas do inquérito

De seguida, vamos apresentar as perguntas do inquérito que fizemos aos alunos do Secundário das duas escolas. Este inquérito era constituído por treze perguntas, sendo algumas elas de resposta aberta e outras de resposta fechada, e tinha como principal objectivo recolher informação sobre o conhecimento político dos jovens e a sua opinião sobre o fenómeno da abstenção em Portugal. Eis as perguntas do nosso inquérito:




1) Género: Masculino Feminino
2) Idade: ______
3) Ano de escolaridade: ________
4) Estás alistado/a em alguma juventude partidária? Se sim, qual?
Sim:_________________________________________ Não

5) Se respondeste “ Não” à pergunta 4, indica a principal razão que te leva a não estares alistado numa juventude política.

Não tenho qualquer interesse pela política
A minha família não quer que eu esteja conectado/a com algum partido político
Não tenho conhecimentos nem maturidade suficientes para ter uma responsabilidade desse tipo
Não me identifico com qualquer partido político existente
Outras: ____________________________________________



6) Qual o partido político ou coligação que mais se aproxima dos teus ideais?
PS PSD CDU CDS-PP BE Outros: __________ Não sei

7) Classifica, de 0 a 5, o interesse pela política na tua vida.
0 1 2 3 4 5

8) Na tua opinião, qual é o grau de importância que o voto desempenha no exercício da cidadania?
Não tem qualquer importância É pouco importante
É muito importante
9) Sentes que tens as competências necessárias para votar?
Sim Não

10) Organiza por ordem de importância os meios que utilizas para aumentares o teu conhecimento sobre a política nacional.

Os debates televisivos
As discussões no Parlamento
A família
Os amigos
A escola
Os jornais, as revistas e a rádio
Outros____________________


11) Achas que a abstenção é uma forma de descontentamento e luta social?
Sim Não




12) Porque achas que a abstenção é tão expressiva em Portugal?
As pessoas não consideram que nenhum dos candidatos satisfaça as suas necessidades
Por falta de informação sobre a política
Por falta de interesse pela política



13) Relaciona a coluna 1, representativa dos partidos/ coligações portugueses existentes, com a coluna 2, representativa dos ideais que cada partido/coligação defende.






Apresentação das soluções da pergunta 13 do inquérito

Como prometido, vamos indicar agora as soluções da pergunta 13 do inquérito ( quadro em que se pedia aos alunos inquiridos para ligarem a coluna 1 ( nome de alguns partidos políticos portugueses) com a coluna 2 ( princípios defendidos por estes partidos)). São elas as seguintes:

1-I
2-G
3-F
4-B
5-A
6-E
7-D
8-H
9-C